terça-feira, 8 de abril de 2008

Nazismos e outros ismos...



Todavia, por um lado, a estupidez e a ignorância é livre. Por outro lado, numa sala de tribunal não se julgam factos de consciência, mas sim factos de natureza criminal. As ideias, por mais imbecis, não são proibidas e não há machado que as corte. O que é proibido, e bem, até com dignidade constitucional, é a existência de associações, maxime partidos políticos, que perfilhem ou defendam ideologias fascistas ou racistas e/ou de natureza militar ou para-militar. No mais, e numa democracia, o TRIBUNAL julga e condena, se for caso disso.

Mas, como ressalta dos comentários dos leitores do Público, confundir origens e teorias, misturando conceitos histórico-filosóficos (Nazismo e Comunismo) perfeitamente distintos numa amálgama de cores e cheiros imperceptíveis, revela, ou profundo desconhecimento da realidade do mundo, ou, pior, revela simplesmente uma perigosa mecânica neo-liberal, porque encapotada, sedenta de normalizar pensamentos e ideias... maior crime do que o que se acusa o criminoso...

6 comentários:

Anónimo disse...

Mario Machado não é criminoso, os verdadeiros criminosos são aqueles que atacam, violam, fazem assassinatos contra portugueses todos os dias neste país.
O Nacional Socialismo defende a nossa identidade caucasiana, o nosso passado a nossa historia, o orgulho em sermos portugueses europeus. Todos podem ter orgulho na sua raça menos os brancos?? Porque?
Portugal Nação Valente

O Marquês disse...

Eu estou-me mais ou menos nas tintas para o caos que vai na cabeça dos Mários Machados que por aí andam, mas parece que o menino está dentro porque gostava de brincar com armas de fogo ilegais, munições de vários calibres, dar umas valentes sovas nos miúdos mais morenos e outras coisas que não são nada ilegais. Um Santo. Tanta injustiça junta. Um herói.

Sérgio P Sousa disse...

Subscrevo inteiramente. O argumentário ideológico e político dos vários mários machado interessam-me pouco. O que não me parece correcto, como FILHO DE ABRIL, que sou todos os dias, é que se confunda a prática de crimes e a sua punição pelo Tribunal, com o delito de opinião, do tempo da outra senhora. Não se punem pessoas por pensarem diferente de nós, punem-se porque e se praticam crimes. Se o Mário Machado os praticou, puna-se.

Anónimo disse...

Devo ser um grande ignorante, mas não deixo de me sentir admirado com a nessecidade que muitas pessoas sentem de diferenciar o nazismo do comunismo pelo simples facto de os comsiderar idênticos no issêncial: a tendencia totalitária e anti-democrática com censura de pensamentos e ideias. É como discutir que doênça é preferivel/pior o cancro ou a sida.
A ideologia comunista, tanto quanto sei, tem por base a ditadura do proletariado. Não consigo perceber o que de benéfico possa resultar de qualquer espécie de ditadura.
Não deixo de me aborrecer com o sentimento de superioridade transparecente dos apoiantes de ambas as ideologias: uns sentem que pertencem a uma raça superior e os outros superiores moral e intelectualmente.

Anónimo disse...

O individuo em questão parece-me uma ameaça para a sociedade não pelas suas ideias mas pelos actos(posse de várias armas, ameaças, agressões, etc). Por mais estúpidas que nos possam parecer as ideias, as pessoas devem ser livres de as manifestarem. Tenho alguma dificuldade em aceitar que determinadas ideologias(o fascismo e o nazismo no caso português) não se possam constituir legalmente como partido politico. A liberdade de expressão não é podermos debater livremente e deixar as pessoas pensarem pela sua cabeça?

Sérgio P Sousa disse...

1) A diferença entre nazismo e comunismo é total, tanto no plano histórico como no plano teleológico, e por aqui me fico... basta ler alguma coisa de jeito sobre o tema (Eric Hobsbawm, por ex.).
2) Quanto á pergunta: "Tenho alguma dificuldade em aceitar que determinadas ideologias(o fascismo e o nazismo no caso português) não se possam constituir legalmente como partido politico. A liberdade de expressão não é podermos debater livremente e deixar as pessoas pensarem pela sua cabeça?"
Acho que é um debate estimulante, que se deve efectuar, não esquecendo porém, que a inserção desse preceito na CRP, justifica-se mais no plano histórico-constitucional, do que em qualquer outro, até porque lá não consta ideias de teor nazista, mas sim fascista, o que reflecte bem a preocupação com a reminiscência do Estado Novo. De qualquer forma parece-me interessante essa discussão.