terça-feira, 17 de junho de 2008

Cassete... ou talvez não?!...

Lê-se no DN, de hoje, num determinado artigo de opinião:

"(...) Há soluções para as crises que aí estão? Evidentemente que há. É preciso mudar de paradigma, quanto mais rapidamente melhor. O neoliberalismo e o capitalismo de casino estão esgotados. As grandes concentrações de capital, a falta de ética nos negócios, os vencimentos milionários dos administradores dos bancos e das grandes multinacionais e a exploração infame dos outros trabalhadores estão a destruir o capitalismo que conhecemos no passado e que tanto se degradou nas duas últimas décadas. (...)".

Estas palavras são de Mário Soares, e obviamente, a primeira coisa que me ocorreu foi:

Então, mas afinal, isto não era o discurso da cassete!... Dou por mim a pensar, que talvez as cassetes sejam como os porcos de Orwell: umas mais iguais que outras...

2 comentários:

José Eugénio M. Pereira da Costa disse...

Num destes dias, ouvimos a um quadro "rosa" a afirmação de que vai mais dinheiro para a agricultura, (ele devia querer dizer para não "agricultar"), do que para os ministérios da justiça e de administração interna, juntos...Ele não disse, mas quase, que este é o resultado da PAC, por aqui tão cantada e louvada mas que, agora, está a colher os frutos que já ninguém consegue esconder. Daí que, Soares e os seus "descendentes", patronos dos males de que, ora, vimos sofrendo procurem fazer de conta que fazem de conta, como sempre fizeram...Porreiro, pá!...É a vida... A vida de quem ? E para quem é que é... porreiro, pá ? P'ro povo português tá visto que não... E p'ró único povo da UE a quem foi dado o direito de "opinar", também parece que não... Já houve impérios, tantos, construídos nas costas dos povos... e todos, todos, todos, ruiram...

José Eugénio M. Pereira da Costa disse...

Até parece que somos adivinhos: lá caiu mais um "império", sendo certo que os seus criadores, ao mesmo tempo que "nacionalizam" uns bancos, imitando Evo Morales ou Hugo Chaves, e tantos outros de triste memória para estes "macacos de má imitação", procurem fazer-nos crer que se trata de mais um precalço, pois que... a gente já sabe.
Agora, o que era necessário fazer, mas, para isso, "os macacos de imitação" não têm coragem, era praticar a regra do Marquês relativamente aos Távoras. E haveriam cadafalsos avondo ? Do que estamos certos é que acabaria o desemprego para os construtores de tais patíbulos... E o mundo ficaria profundamente aliviado...